Entenda por que a intercessão dos santos é bíblica e não substitui a ação do Espírito Santo. Conheça a resposta católica fundamentada na Bíblia.
Eis a pergunta: “Se Maria intercede por nós, então para que serve o Espírito Santo? Afinal, Romanos 8,26 afirma que o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis.”
Essa é uma das objeções mais comuns levantadas por alguns protestantes contra a doutrina católica da intercessão dos santos. No entanto, essa pergunta parte de uma falsa oposição, como se a intercessão de Maria e dos santos competisse com a ação do Espírito Santo.
Na realidade, a Bíblia ensina exatamente o contrário.
Neste artigo, veremos que a intercessão dos santos não substitui o Espírito Santo, não diminui a mediação de Jesus Cristo e está fundamentada tanto nas Escrituras quanto na tradição da Igreja.
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Eis a resposta para essa objeção! Leia o artigo até o final e descubra o que a Bíblia e a Igreja realmente ensinam sobre a intercessão dos santos.
Atenção, imporante!
Para aprofundar ainda mais este tema e responder a outras objeções que muitos protestantes costumam levantar contra a Igreja Católica, recomendo que você assista, ao final deste artigo, ao vídeo do testemunho de conversão de Priscilla Queiroz, doutora e pesquisadora.
Após anos defendendo a fé protestante, ela iniciou um estudo aprofundado sobre a Patrística — os escritos dos primeiros Padres da Igreja — e sobre as origens do cristianismo. Foi justamente essa pesquisa histórica e teológica que a levou a perceber que muitas das doutrinas em que acreditava não correspondiam à fé vivida pela Igreja dos primeiros séculos.
Em seu testemunho, Priscilla explica, com riqueza de detalhes, os motivos que a conduziram à conversão ao catolicismo, apresentando argumentos históricos, bíblicos e patrísticos que ajudam a compreender por que a Igreja Católica preserva a fé transmitida pelos Apóstolos.
Sem revelar todos os detalhes, vale dizer que foi o estudo sério das fontes do cristianismo primitivo que transformou completamente sua compreensão da fé. Por isso, se você deseja conhecer mais profundamente esse assunto, não deixe de assistir ao vídeo ao final deste artigo.
O Espírito Santo e a Intercessão dos Santos Exercem Papéis Diferentes
A primeira coisa que devemos compreender é que o Espírito Santo é Deus.
Quando São Paulo escreve:
“Do mesmo modo, também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza. Pois não sabemos pedir como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.” (Romanos 8,26)
ele está falando da ação do próprio Deus em nosso interior.
É o Espírito Santo quem santifica nossa alma, fortalece nossa fé, inspira nossa oração e nos conduz à vontade do Pai.
Maria e os santos, por outro lado, não ocupam o lugar de Deus. Eles não concedem graças por si mesmos nem substituem a ação do Espírito Santo. Eles fazem aquilo que todo cristão é chamado a fazer: interceder pelos irmãos.
Aliás, se você pede a um amigo, a um pastor ou a um familiar que reze por você, está reconhecendo o valor da oração de outra pessoa. Isso não significa que você deixou de confiar em Deus ou na ação do Espírito Santo.
O mesmo princípio vale para Maria e os santos.
Antes de Tudo, É Preciso Entender a Comunhão dos Santos
No Credo professamos:
“Creio na comunhão dos santos.”
Mas você sabe o que isso significa?
Para compreender a intercessão dos santos, primeiro é necessário entender a Comunhão dos Santos.
Ela significa que todos os membros da Igreja de Cristo permanecem unidos, independentemente de estarem na Terra, em processo de purificação ou já na glória do Céu.
São Paulo explica essa realidade quando ensina que Cristo é a Cabeça e nós somos os membros do seu Corpo (cf. 1Cor 12,12-27; Ef 1,22-23).
A morte física não rompe essa união, porque Jesus venceu a morte.
Por isso, a Igreja sempre ensinou que existe uma única Igreja de Cristo, formada por todos aqueles que pertencem ao Senhor.
A Igreja Fundada por Cristo
Jesus declarou a Pedro:
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.” (Mateus 16,18)
Observe que Cristo não disse “minhas igrejas”, mas “minha Igreja”.
Historicamente, essa Igreja é a Igreja Católica Apostólica, que preserva a sucessão apostólica desde os Apóstolos até os nossos dias.
É a mesma Igreja que nasceu com Cristo, foi conduzida pelos Apóstolos, atravessou os primeiros séculos, enfrentou perseguições, atravessou a Idade Média e permanece anunciando o mesmo Evangelho há mais de dois mil anos.
No Credo, ela é professada como Una, Santa, Católica e Apostólica.
Os Três Estados da Igreja
Essa única Igreja manifesta-se em três estados diferentes.
A Igreja Triunfante
São aqueles que já estão no Céu, plenamente unidos a Deus.
Eles venceram o combate da fé e contemplam a glória divina. Por isso, intercedem continuamente pelos membros da Igreja que ainda peregrinam neste mundo.
A Igreja Padecente
São aqueles que morreram na amizade de Deus, mas ainda necessitam da purificação final antes de entrar plenamente na glória do Céu.
A própria Escritura apresenta indícios dessa realidade.
Em 2 Macabeus 12,43-46, Judas Macabeu manda oferecer sacrifícios e orações pelos soldados mortos para que fossem absolvidos de seus pecados.
Em 1 Coríntios 3,15, São Paulo afirma que alguém “será salvo, porém como através do fogo”, texto tradicionalmente compreendido como uma purificação após a morte.
Também encontramos referências em Mateus 12,32 e Mateus 5,25-26, passagens que, desde os primeiros séculos do cristianismo, foram relacionadas pelos Padres da Igreja ao processo de purificação.
A Igreja Militante
Somos nós, que ainda caminhamos neste mundo.
Vivemos diariamente o combate espiritual, buscando a conversão, a santidade e a fidelidade a Cristo.
Portanto, a Igreja Triunfante, a Igreja Padecente e a Igreja Militante não são três igrejas diferentes, mas uma única Igreja, unida em Cristo.
Os Santos Estão Mortos?
Muitos afirmam que os santos estão mortos e, por isso, não poderiam ouvir nossas orações.
Entretanto, Jesus ensina exatamente o contrário.
Ele afirma:
“Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos vivem.” (Lucas 20,38)
Os que morreram em Cristo continuam vivos.
A morte física separa a alma do corpo, mas não rompe a comunhão daqueles que pertencem ao Senhor.
Por isso, os santos permanecem unidos a nós e continuam participando da vida da Igreja.
A Bíblia Mostra os Santos Intercedendo
O próprio livro do Apocalipse apresenta uma cena extraordinária.
São João escreve:
“Outro anjo veio e ficou de pé junto ao altar com um incensário de ouro. Foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo, juntamente com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, juntamente com as orações dos santos.” (Apocalipse 8,3-4)
Essa passagem revela claramente que as orações dos fiéis são apresentadas diante de Deus.
Portanto, a intercessão dos santos não é uma invenção humana, mas uma realidade contemplada nas próprias Escrituras.
Deus Poderia Fazer Tudo Sozinho?
Sem dúvida.
Deus é onipotente e não precisa da colaboração de ninguém.
Entretanto, desde o início da história da salvação, Ele escolheu agir por meio de pessoas.
Foi Deus quem chamou Abraão. Além do mais, foi Deus quem enviou Moisés.
Também, foi Deus quem levantou os profetas e quem escolheu os Apóstolos, na segunda pessoa Jesus.
Por fim, foi Deus quem enviou os discípulos para anunciar o Evangelho. Ou seja, Deus gosta de associar seus filhos à sua obra.
Da mesma forma, Ele quis que os membros do Corpo de Cristo rezassem uns pelos outros.
Se é correto pedir a oração de um irmão que ainda vive na Terra, por que seria errado pedir a oração de um irmão que já está na presença de Deus?
Toda Graça Vem de Deus
Os santos não possuem poder próprio.Eles não realizam milagres por conta própria.
Eles não substituem Deus.Toda graça procede exclusivamente de Deus.
Os santos apenas intercedem por nós, assim como fazemos quando rezamos por nossos familiares, amigos ou membros da Igreja.
Maria ocupa um lugar especial porque foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Jesus. No entanto, até mesmo sua intercessão depende inteiramente da vontade divina.
Ela não substitui Cristo, não substitui o Espírito Santo e não ocupa o lugar do Pai.
Sua missão é conduzir todos a Jesus.
Conclusão Final
Portanto, a pergunta “Se Maria intercede por nós, para que serve o Espírito Santo?” nasce de um equívoco.
O Espírito Santo é Deus e age dentro de nós, concedendo-nos a graça da oração, da santificação e da perseverança.
Maria e os santos, por sua vez, são membros glorificados do Corpo de Cristo que intercedem por nós diante de Deus.
Não existe concorrência entre essas duas realidades.
Ao contrário, elas se complementam dentro da maravilhosa realidade da Comunhão dos Santos, professada pelos cristãos desde os primeiros séculos.
Assim, a intercessão dos santos não diminui a glória de Cristo nem a ação do Espírito Santo. Pelo contrário, manifesta a unidade da Igreja fundada por Jesus, na qual todos os membros permanecem unidos em um só Corpo, ajudando-se mutuamente até que todos alcancem a vida eterna.
Video do testemunho de conversão de Prisciila Queiroz
Explicação importante antes de assistir ao vídeo
Para ir direto ao tema deste artigo, especialmente à intercessão dos santos, sugiro que você inicie o vídeo a partir do minuto 49, onde Priscilla Queiroz começa a abordar esse assunto de forma mais específica.
No entanto, minha recomendação é que você assista ao vídeo completo. Todo o conteúdo é extremamente rico e esclarecedor, pois apresenta, de maneira cronológica, o caminho que levou sua autora da fé protestante ao catolicismo.
Ao acompanhar todo o testemunho, você compreenderá melhor como o estudo da Patrística, da história da Igreja e das Sagradas Escrituras foi decisivo para sua conversão e para sua compreensão da doutrina católica









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