Pregações de Dois Padres que Todo Católico Deveria Ouvir para Entender o Que Está Acontecendo

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Todo católico deveria ouvir estas pregações de dois padres para compreender melhor o que está acontecendo na Igreja Católica e na sociedade.

Vou compartilhar aqui a descrição de dois vídeos que gostei muito: um do Padre Pablo Henrique e outro de um padre cujo nome não consegui identificar.

Gostei tanto das mensagens que decidi trazer os textos para cá. Assim, quem quiser poderá ler o conteúdo na íntegra. Porém, para quem preferir ouvir e acompanhar as falas dos próprios sacerdotes, minha sugestão é assistir aos vídeos completos, que estão logo abaixo.

Deixo apenas um spoiler: os dois vídeos abordam uma questão que merece nossa atenção como católicos: uma agenda que, segundo os padres, vem enganando muitos fiéis, enquanto parte deles permanece em um sono profundo, sem perceber o que está acontecendo.

Vale a pena assistir aos dois vídeos com atenção, refletir sobre as mensagens e tirar suas próprias conclusões.

Descrição do Primeiro video- Disponível para assistir no final da descrição

Essa bala de prata que o PT está usando em relação à Igreja Católica, contra o bolsonarismo, está ficando feia. Os padres que não pertencem àquela ala da CNBB, ligada à extrema esquerda, estão falando para o povo.

Viram o que aconteceu em Aparecida? Cobriram a imagem de Nossa Senhora Aparecida com o manto do arco-íris. Está feia a coisa. Está estranho mesmo.

Mas por quê? Porque nós estamos, de certo modo, entorpecidos e adormecidos. Como é que o mal, o diabo e seus seguidores agem para espalhar sua agenda? Como fazem isso? Por meio do sono, da sedação dos católicos que aceitam qualquer argumento. Vão com a maioria, mas não se esqueçam: a maioria matou Jesus.

Assista ao video

Descrição do Segundo Vídeo

Bem, hoje é um dia bom para discutirmos um assunto interessante: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Hoje existe uma discussão: “Padre, não misture política com religião”.

Já ouviram isso ou não? É a frase mais satânica que existe hoje. Com certeza, depois que falou isso para você, já está com chifres, tamanha é a ação de Satanás por meio de uma frase como essa. E eu vou provar isso historicamente.

Assista ao video na Integra

Primeiro, o cristão deve pagar imposto, como diz Jesus? Deve. Mas, se houver separação entre política e religião, o cristão não precisaria pagar impostos? O que é do governo ficaria para lá, e a nossa vida cristã seria outra coisa?

Mas não é bem assim. O governo pode instituir um imposto injusto e elevado? Pode. Isso é justo? A Igreja Católica deve ficar calada?

Nós estávamos esperando uma reforma tributária para melhorar a situação, não estávamos? E melhorou? Sim? Sabe como? Tornando-se, segundo minha crítica, o maior imposto do mundo, para prejudicar os brasileiros. Isso é justo? Mas vamos lá.

A primeira leitura vai nos ensinar uma coisa. Primeiro, vou mostrar a vocês que política e religião caminham juntas ao longo da história. Depois, não olhem para mim: não existe outro Salvador além de Cristo. Não vai existir uma pessoa que seja o salvador da pátria politicamente. Entenderam isso? Não vai. Só existe um Salvador: Cristo.

O problema do Católico

Agora, vou mostrar qual é o problema do católico, do cristão. Satanás tem usado a política contra nós.

A primeira leitura vai mostrar uma coisa. Quando o povo estava em Israel, vivendo tranquilamente, Deus mandava os profetas dizerem que eles estavam adorando ídolos e não estavam orando. Desta maneira, quando foram para o exílio, começaram a orar. Quando perderam tudo, vejam o que aconteceu.

Escravidão dos Judeus

Nabucodonosor, rei da Babilônia, que escravizou os judeus, foi vencido por Ciro, mencionado pelo profeta Isaías:

“Assim diz o Senhor sobre Ciro, seu ungido: tomei-o pela mão para submeter os povos ao seu domínio e dobrar o orgulho dos reis”.

Ou seja, Ciro venceu Nabucodonosor e tomou o reino da Babilônia. Ciro permitiu que os judeus voltassem para Israel para reconstruir o templo.

Agora, eu pergunto: Ciro era judeu? Não. Ciro era pagão.

O que isso nos ensina? Que não haverá outro salvador político, mas que, quando um povo reza, até os políticos pagãos podem dar honra e glória a Deus.

Entenderam isso ou não?

Dá vergonha ver, como vi em uma reportagem esses dias, ministros do Supremo Tribunal Federal dizendo que são católicos e fazendo o que fazem. É de dar vergonha!

Ciro é um sinal de que Deus pode suscitar qualquer pessoa que não seja o Salvador, mas que esteja submetida ao Salvador, que é Cristo, mesmo que seja pagã.

Bem, Ciro permitiu o retorno do povo. Seu filho o sucedeu no trono. Depois, durante o reinado de Dario, sucessor de Ciro, o profeta Ageu começou a falar algo interessante, que tem muito a ver com os dias de hoje.

No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, a palavra do Senhor foi dirigida, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá.

Assim disse o Senhor dos Exércitos:

“Ainda não chegou o momento de habitardes em casas revestidas, enquanto esta casa está em ruínas?”

Nesse texto, Deus chama a atenção do povo. O que aconteceu? O povo voltou para Israel para reconstruir o templo, mas não o reconstruiu. Estava enrolando e pensando em quê? Em arrumar suas próprias casas.

O Senhor chama a atenção:

“Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto vós correis cada um para a sua casa”.

O povo judeu rezou para voltar a Israel, pensando no templo. Chegou lá, começou a cuidar de suas próprias coisas, arrumar sua casinha e trabalhar para si mesmo, mas ninguém reconstruía o templo.

Isso é muito parecido com hoje. Quantos de vocês estão preocupados com o país e rezam o rosário todos os dias? Quantos rezam o terço, fazem penitência, participam da adoração e vêm às Santas Missas pelo Brasil?

Muitos estão preocupados com suas próprias coisas.

A maior brecha que Satanás usa é a do povo tíbio, daquele que tem preguiça, não reza e se preocupa com o próprio umbigo, em vez de se preocupar com a nação como um todo. Satanás vai entrando pelas brechas.

O povo judeu tinha um templo em Jerusalém. Quando os babilônios invadiram, o poder político arrancou os judeus de lá, destruiu o templo e os mandou para fora.

Agora, vamos fazer uma pergunta: política e religião não têm nada a ver?

Qual poder destruiu o templo e expulsou os judeus? O poder político.

Quer dizer, então, que não devemos nos preocupar com isso?

Vamos lá. Do século I ao século IV, os imperadores romanos perseguiram os cristãos. Nero, por exemplo, colocou fogo em Roma e acusou os cristãos de serem culpados disso.

E sabem o que o poder político fez com os cristãos? Matou-os, colocou-os diante de feras, amarrou-os a postes, cobriu-os de óleo e ateou fogo a seus corpos na época de Nero.

Mas o poder político tem a ver com a religião? Não tem nada a ver, não é isso que dizem por aí? Política e religião não se misturam?

Eu quero ver se você for amarrado a um poste e queimado, se vai continuar falando a mesma coisa. E se seu filho for amarrado a um poste e queimado? Ou se seu filho for preso injustamente, sem processo, sem nada?

É muito fácil dizer que política e religião não se misturam.

Até que o imperador Constantino teve uma visão de uma cruz durante uma batalha contra seu rival, que queria matá-lo. Constantino venceu a batalha.

Santa Helena

Santa Helena, mãe do imperador, intercedia. Ela foi uma grande mulher e acabou sendo canonizada. O imperador Constantino, porém, não é santo. Ele se converteu no final da vida e foi batizado por um bispo ariano.

Depois, veio Teodósio I, com o Édito de Tessalônica, que estabeleceu o cristianismo como religião oficial do Império Romano.

A partir daí, a Igreja passou a ter liberdade para agir. Os cristãos podiam rezar livremente, e começaram a ser construídos os belíssimos templos que encontramos hoje na Europa.

Você vai a Roma e entra em uma pequena porta de igreja sem imaginar o que encontrará lá dentro. De repente, encontra um templo espetacular.

Por quê? Porque o poder político ajudava a Igreja.

A partir de então, também começou a haver muito poder político nas mãos de padres, bispos e papas. Isso teve vantagens, mas também desvantagens.

Não é interessante para a Igreja que o poder político puna quem não faz o que Deus quer em determinados aspectos. Claro que não estamos falando de matar ninguém. Sem dúvida!

Mas, por exemplo, não seria interessante para a Igreja que existisse uma lei segundo a qual quem faltasse à missa de domingo fosse preso ou pagasse uma multa. Ou que quem cometesse adultério fosse preso ou multado. Ou que quem não devolvesse o dízimo fosse preso.

Por que não é interessante que o poder político interfira demais na liberdade religiosa?

Deus é perfeito

Porque Deus é perfeito, e eu sou um miserável pecador.

Se Deus age em minha vida sem receber nada em troca, já que Ele é perfeito, o que explica essa ação? O amor!

Deus age em minha vida porque me ama. Ora, quem ama deseja ser correspondido com amor, mesmo que isso não acrescente nada à sua perfeição.

O que Deus quer de nós, na verdade? Amor.

Existe amor sem liberdade? Não. O amor só existe com o livre-arbítrio. Não existe amor sem liberdade.

Por isso, não é interessante punir quem falta à missa. Você deve ir à missa, mesmo que isso seja uma obrigação da Igreja, por amor.

Você deve devolver o dízimo por amor. Portanto, não é interessante punir as pessoas que não fazem essas coisas para Deus.

Na Idade Média, houve exageros, e muitas vezes a Igreja punia demais aqueles que não seguiam suas determinações. Isso também não agrada a Deus, porque Ele quer que todos estejam na Igreja por amor, e não por imposição.

Não é interessante dizer: “Se você não fizer isso, será preso”.

Por isso, é importante que cada um tenha seu papel.

Qual é o papel do político? Cuidar do bem comum.

O que é o bem comum? É o conjunto de ações e condições destinadas a fazer com que uma comunidade ou uma pessoa alcance seu fim último.

Qual é o nosso fim último? Deus.

Ou seja, o político deve organizar a sociedade de modo que as pessoas possam comer, alimentar-se, trabalhar, ter o mínimo necessário para viver e ter acesso à fé.

O político deve ajudar a fé, e não bloqueá-la, porque, se bloquear a fé, impedirá que as pessoas alcancem seu fim último.

Tudo bem até aqui?

A Igreja cresceu muito, e os papas e bispos ungiam os reis. Se os reis não estivessem de acordo com os bispos, podiam ser depostos. Claro que também houve muitas rebeliões e problemas.

O papa possuía um território na Itália, o chamado Estado Pontifício, e tinha seu próprio exército. Porém, não conseguia controlar tudo. Muitas vezes, os reis se rebelavam e ameaçavam invadir seus territórios, obrigando o papa a negociar.

Quando há bens envolvidos, surgem negociações. Uma delas é importante para nós, brasileiros: o regime do padroado.

O que era o padroado? Diante das ameaças de alguns reis, como Filipe, o Belo, e das dificuldades para manter as igrejas fora dos territórios pontifícios, os papas negociavam com os reis.

O regime do padroado, estabelecido com Portugal e Espanha, previa que essas coroas ajudassem a proteger a Igreja e administrassem questões relacionadas às igrejas em seus territórios.

Uma das concessões feitas pelo papa às coroas portuguesa e espanhola, na época das grandes navegações e da chegada dos portugueses ao Brasil, foi a possibilidade de nomear bispos.

Descobrimento do Brasil

O Brasil chegou a 1500 sem que entremos aqui na discussão sobre o termo “descobrimento”. Durante muitos anos, o Brasil teve poucos bispos. Por quê? Porque as nomeações dependiam da Coroa portuguesa, que não queria conceder muito poder à Igreja.

Por isso, era difícil para a Igreja governar.

Tentando diminuir um pouco os efeitos do padroado, a Igreja enviou religiosos, como jesuítas e franciscanos, que realizaram um trabalho excepcional.

Os jesuítas trabalharam com os indígenas na educação, no trabalho e na fé. Criaram aldeamentos para protegê-los da escravização.

Foi um trabalho importante. Também realizaram as chamadas reduções no Paraguai, que, segundo a interpretação apresentada nesta homilia, contribuíram para o desenvolvimento da região.

As aldeias brasileiras também foram descritas como comunidades harmoniosas. Isso provocou conflitos com a Coroa portuguesa, que desejava controlar essas comunidades.

Os jesuítas se opunham à escravização dos indígenas, e a Coroa portuguesa acabou recorrendo também à importação de africanos escravizados.

Depois, surge uma narrativa segundo a qual a Igreja chegou ao Brasil para destruir os indígenas, acabar com tudo e oprimir as pessoas. O padre contesta essa interpretação e critica os livros de História que considera marxistas.

Havia, sim, padres e bispos corrompidos pela Coroa, pois era ela quem influenciava as nomeações. Mas, segundo o padre, eram poucos. Muitos religiosos vieram para dar a vida, como José de Anchieta, que se tornou santo e foi um dos jesuítas que atuaram no Brasil.

Marquês de Pombal

Bem, o Marquês de Pombal, ao perceber o poder dos jesuítas, começou a influenciar os reis europeus para que a Companhia de Jesus fosse dissolvida. Depois de pressões políticas, o papa Clemente XIV extinguiu a ordem em 1773.

O papa Francisco também falou sobre a entrada de Satanás na política. A extinção da Companhia de Jesus ocorreu por pressão política, segundo a interpretação apresentada pelo padre.

Os jesuítas foram expulsos do Brasil e de Portugal por decisão do poder político.

Quando você dá espaço, Satanás pode usar a política para perseguir a Igreja. Isso aconteceu ao longo da história.

Depois, veio a Reforma Protestante. Martinho Lutero, que era agostiniano, apresentou suas 95 teses e provocou uma grande controvérsia. Em 1521, foi condenado e se refugiou na Alemanha, onde recebeu proteção.

Lutero, percebendo a ameaça de morte, escreveu aos reis e príncipes sugerindo que tomassem os bens da Igreja Católica.

E adivinhem o que ele argumentou? Que esses bens deveriam ser usados para os pobres e para a educação.

Quando alguém diz que o dinheiro deveria ser usado para os pobres, é preciso avaliar suas intenções. Na Bíblia, quem também disse que o perfume deveria ser vendido para ajudar os pobres? Judas Iscariotes.

Ele argumentou que o dinheiro deveria ser destinado aos pobres, em vez de ser gasto com aquele perfume caro.

Quando você ouvir alguém falando assim, o padre sugere que questione suas intenções. Segundo ele, quem realmente ajuda os pobres demonstra isso por suas ações. Madre Teresa, por exemplo, não se limitava a dizer que os outros não ajudavam: ela própria ajudava.

Muitas pessoas também desconhecem o trabalho que a Igreja realiza em favor dos pobres.

Lutero defendeu que os bens da Igreja fossem vendidos. E o que os reis começaram a fazer? Tomaram os bens da Igreja Católica, incluindo templos e mosteiros belíssimos.

Há mosteiros na Finlândia e na Alemanha que foram abandonados ou tiveram suas funções alteradas após a Reforma e as mudanças políticas.

Tranformações Religiosas

Na cidade de Turku, na Finlândia, existem igrejas históricas ligadas à presença franciscana que passaram por transformações religiosas. O padre usa esses exemplos para mostrar como o poder político interferiu na vida da Igreja.

Na Alemanha, segundo ele, parte dos recursos arrecadados por meio de impostos religiosos é destinada às igrejas.

Assim, quando alguém declara ser católico na Alemanha, pode estar sujeito ao imposto religioso, cuja arrecadação ajuda a financiar a Igreja. O padre também afirma que a Igreja alemã arrecada bilhões de euros por ano e contribui financeiramente para comunidades católicas de outros países, inclusive países europeus mais pobres.

A Igreja alemã também teria enviado recursos ao Brasil para financiar construções e outras iniciativas.

Portanto, segundo a homilia, a Reforma Protestante foi acompanhada pela tomada de bens da Igreja pelo poder político.

A partir daí, começou um processo de afastamento de muitas pessoas da Igreja, que culminou, em 1789, na Revolução Francesa.

Revolução Francesa

Alguns religiosos, incluindo um bispo mencionado pelo padre, participaram dos movimentos contra a monarquia e a Igreja. Luís XVI, rei da França, foi executado.

Os revolucionários responsabilizaram a Igreja Católica por muitos dos problemas da sociedade. Em Notre-Dame, destruíram imagens religiosas e entronizaram a chamada deusa da razão.

A partir daí, segundo a interpretação do padre, a razão passou a ser colocada acima da fé. A ideia de que a Igreja era opressora e de que a Idade Média havia sido uma época de trevas continuou a circular. Essas ideias ainda existem hoje?

O poder político tem relação com a religião? Tem.

Segundo o padre, muitos sacerdotes foram mortos, enviados para a Guiana Francesa ou obrigados a prestar juramento ao novo governo, inclusive com exigências contrárias à disciplina eclesiástica, como o celibato.

Os sacerdotes que se recusavam a prestar o juramento eram chamados de refratários e podiam ser mortos ou deportados.

Vocês se lembram das religiosas carmelitas que foram decapitadas? O padre recorda a história das freiras que pediram a bênção da superiora antes de morrerem, vítimas da perseguição durante a Revolução Francesa.

O poder político decapitou religiosas que viviam no mosteiro. Mas, ainda assim, há quem diga que política e religião não têm nada a ver.

Será que vocês ainda pensam assim?

As religiosas foram executadas, e o padre afirma que espera que elas estejam intercedendo por nós no céu.

Depois da Revolução Francesa, período em que a sociedade passou a questionar a autoridade religiosa, veio também a Revolução Industrial. Mais tarde, ocorreram as duas maiores guerras da história: a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

O padre relaciona esses conflitos a interesses financeiros e menciona a família Rothschild, conhecida por sua atuação no setor bancário europeu. Ele afirma que interesses financeiros contribuíram para a Primeira Guerra Mundial e que algumas pessoas lucraram com o conflito.

Depois veio a Segunda Guerra Mundial, marcada pelo nazismo e pelos campos de concentração.

Alguém já visitou um campo de concentração? Eu visitei dois. É uma das coisas mais horrendas que se pode imaginar. Auschwitz e Sachsenhausen, este último situado em Oranienburg, perto de Berlim.

Se vocês soubessem sequer uma pequena parte do que era feito com os seres humanos nesses campos, ficariam horrorizados: assassinatos, torturas, fome e câmaras de gás.

Edith Stein morreu em Auschwitz. Maximiliano Kolbe também foi vítima da perseguição nazista. Ele passou por terríveis sofrimentos e acabou sendo morto por meio de uma injeção letal, depois de ser condenado à morte por fome.

Foram algumas das coisas mais absurdas da história humana.

Mas a razão não deveria ajudar a humanidade?

Quando a fé é separada da razão, afirma o padre, o homem pode se tornar um monstro. E, segundo sua interpretação, isso contribuiu para a formação de uma sociedade marcada pela violência.

Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas coisas mudaram. A sociedade começou a ter medo da razão e da verdade. Antes, havia medo da fé; agora, também havia medo da verdade.

Algumas pessoas passaram a associar a ideia de verdade absoluta ao nazismo e ao comunismo. Assim, segundo o padre, surgiu o relativismo.

O que é o relativismo?

Imagine que eu mostre um livro e diga que ele é um livro. Alguém poderia responder: “Padre, você é muito radical. Para você, isso é um livro, mas, para outra pessoa, não é. Cada um tem a sua verdade”.

Já ouviram isso?

O padre argumenta que a frase “cada um tem a sua verdade” apresenta uma contradição, pois quem a pronuncia parece querer que todos aceitem essa afirmação como uma verdade universal.

Se cada um tem sua própria verdade, impor essa ideia aos outros contradiz o próprio argumento.

Segundo a homilia, a sociedade atual mistura ideias provenientes da Revolução Francesa, que criticavam a Igreja e a religião, com o relativismo do período posterior à Segunda Guerra Mundial, no qual cada pessoa passa a defender sua própria verdade.

Na encíclica Lumen Fidei, iniciada pelo papa Bento XVI e publicada pelo papa Francisco, é abordado o desafio de mostrar que a verdade não se confunde com ideologias como o nazismo ou o comunismo. Para o padre, a verdade encontra sua expressão plena em Cristo, que é o amor.

A verdade absoluta é Cristo, é o amor.

Junto a essas transformações sociais, o padre menciona grandes banqueiros e empresários, incluindo as famílias Rothschild e Rockefeller, e afirma que alguns passaram a acreditar que poderiam atuar como salvadores do mundo, evitando novas guerras.

É por isso que ele insiste: não existe outro Salvador além de Jesus.

Ninguém vai salvar o mundo no lugar de Cristo. Por isso, precisamos rezar continuamente por todos aqueles que estão no poder. Deus pode usar até mesmo alguém que não seja cristão para nos ajudar, se rezarmos.

O padre prossegue dizendo que alguns filósofos e bilionários passaram a defender a ideia de um governo mundial que impediria novas guerras.

Mas como estabelecer um governo mundial se os países resistirem a essa proposta?

Segundo a interpretação apresentada na homilia, esses pensadores teriam defendido que, antes de estabelecer um governo mundial, seria necessário dominar os países.

O que mais oferece resistência a esse projeto? Uma população numerosa.

O padre afirma que, por essa razão, determinados bilionários passaram a financiar iniciativas relacionadas ao aborto, aos anticoncepcionais, ao DIU, à eutanásia, às pautas LGBT e à ideologia de gênero.

Ele questiona as motivações dessas pessoas e afirma que elas não agiriam por amor às pessoas homossexuais, argumentando que a Igreja é quem oferece assistência aos que estão doentes ou deprimidos.

O padre também afirma que esses grupos financiam uma agenda destinada a reduzir o número de nascimentos e a provocar instabilidade social.

Em seguida, menciona questões relacionadas à imigração na Europa, à saída temporária de presos no Brasil e às políticas de proteção das terras indígenas.

Ele critica a extensão das terras indígenas no Brasil e compara sua área com a de países europeus, argumentando que os indígenas continuam enfrentando situações de pobreza.

O padre também menciona os povos Yanomami e afirma que determinados grupos estariam utilizando questões indígenas para provocar instabilidade no país.

Segundo ele, milhões de dólares estariam sendo direcionados ao Legislativo, ao Judiciário, ao Executivo e ao Ministério Público. Ele também afirma que existiriam pessoas infiltradas na Igreja que não desejariam o bem da instituição e estariam trabalhando para promover a agenda da ONU, que, segundo sua interpretação, teria sido influenciada por grandes bilionários.

Hoje, afirma o padre, mais do que nunca, a política está entrando na vida religiosa. Ele sustenta que determinadas propostas legislativas, antes consideradas impensáveis, passaram a ser defendidas e que diferentes setores da sociedade estariam tentando influenciar a Igreja.

E, ainda assim, muitas pessoas continuam dizendo que fé e política não se misturam.

O padre também menciona notícias sobre supostas filmagens de padres e pastores e um acordo envolvendo a FRJ, relacionando o assunto a George Soros e a seu filho, Alexander Soros, que estão associados à Open Society Foundations.

Ele afirma que esses grupos desejariam criar uma sociedade de pessoas submissas ao mercado financeiro, na qual a eutanásia seria apresentada como solução para quem estivesse doente.

O padre menciona um caso que descreve como a eutanásia de uma criança de dois anos na Bélgica e questiona se isso deveria ser considerado eutanásia ou assassinato.

Em seguida, faz um apelo:

“Gente, pelo amor de Deus, acordem! Vocês estão vendo o tempo inteiro que há uma agenda que está destruindo a fé católica”.

Outra questão levantada pelo padre é a família. Segundo ele, determinados grupos desejariam enfraquecer os vínculos familiares, que considera uma fonte de resistência social, colocando maridos contra esposas e promovendo ideias que associa ao marxismo.

Ele afirma que o comunismo teria sido criado pelos mesmos grupos financeiros que critica e considera que, em países comunistas, uma minoria concentra a riqueza enquanto a maioria trabalha para sustentá-la.

O padre menciona ainda o filósofo Yuval Noah Harari, que, segundo ele, teria afirmado no Fórum Econômico Mundial que tecnologias como drones e sistemas de vigilância poderiam tornar possíveis formas de controle social antes inimagináveis.

Faz sentido o que estou dizendo ou não?

Vocês ainda vão afirmar que fé e política não se misturam?

Continuem assim, parem de rezar e, em breve, todos poderemos acabar em situações terríveis. Ai de quem falar de Jesus! O padre afirma que, no Canadá, já haveria restrições à citação de passagens bíblicas.

Enquanto alguns pensam que isso não tem importância e deixam de rezar o rosário e fazer penitência, o padre sustenta que os cristãos estariam sendo perseguidos por políticos.

Ele também faz referência ao aborto e descreve, de forma muito dura, o sofrimento de crianças no ventre materno, atribuindo a responsabilidade a decisões políticas.

E nós continuamos achando que não devemos misturar fé e política?

Vamos falar de Jesus, cantar “Ciranda, cirandinha”, padre, enquanto acabam conosco?

O padre recorda o período da pandemia, quando, segundo ele, clínicas de aborto continuaram abertas em alguns países europeus enquanto igrejas foram fechadas.

Ele relata que, em uma cidade onde havia celebrado uma missa sem fiéis, um promotor teria emitido um decreto proibindo a abertura da porta da igreja. Como havia uma porta aberta, agentes da vigilância entraram para filmar o local, embora não houvesse ninguém na igreja.

Depois de terminar a missa, o padre afirma que expulsou essas pessoas do local, criticando a atuação do promotor, que, em sua opinião, não compreendia a Igreja.

A política tem relação com a fé? Tem.

Não esperem para descobrir as consequências. Comecem hoje a rezar o rosário, a fazer penitência e a pedir a intercessão de Nossa Senhora, de São Miguel e de São Rafael enquanto ainda podemos fazer isso.

Porque pode chegar o dia em que alguém seja preso por causa dessas práticas religiosas.

O padre menciona pessoas que, segundo ele, teriam sido presas na Inglaterra por rezar mentalmente perto de clínicas de aborto. Afirma que algumas pessoas estariam sendo punidas apenas por permanecerem em silêncio, em oração, diante desses locais.

Ele também critica o que considera uma postura de conformismo entre algumas pessoas do interior de Goiás.

Mas conclui que continuará defendendo suas convicções até o último suspiro:

“Acordem! Não façam como o povo de antes. Rezem, lutem! Lutem contra esse sistema macabro que nos vê como ratos, como camundongos. Deem a vida por isso. Contem comigo e com minhas orações, até que um dia me matem ou me prendam”.

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