Frei Gilson gera debates dentro e fora da Igreja. Ja parou para pensar quais são os motivos que explicam as críticas de padres e bispos e entenda esse fenômeno.
Não entendo por que Frei Gilson é tão criticado nas redes sociais por rezar o rosário de madrugada.
Inclusive, em Fátima, Nossa Senhora pede que o terço seja rezado todos os dias. No entanto, até é possível compreender por que isso incomoda algumas pessoas.
Isso acontece porque muitos dos que o criticam são adeptos, ou ao menos influenciados, por ideias ligadas à Teologia da Libertação.
No caso de políticos, por exemplo, é possível observar que uma parcela significativa, senão a maioria, está associada a correntes de esquerda, frequentemente marcadas por visões de inspiração marxista ou gramsciana.
Dentro dessa perspectiva, a religião pode ser vista como algo secundário ou até como um obstáculo, ainda que alguns afirmem acreditar em Deus.
Sem generalizar, também não é segredo que determinados grupos fazem críticas frequentes às religiões, especialmente à Igreja Católica, muitas vezes com tom de ironia ou desvalorização da fé.
Críticas de Padres e Bispos
Quando as críticas vêm de membros do clero, como padres ou até bispos, é possível perceber, em alguns casos, a influência da Teologia da Libertação.
Essa corrente, surgida a partir da década de 1960, propõe uma leitura da fé fortemente ligada a questões sociais e políticas. No entanto, ao longo do tempo, também recebeu críticas dentro da própria Igreja por possíveis desvios doutrinários.
Inclusive, essa preocupação não é recente. O então cardeal Joseph Ratzinger, quando prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, durante o pontificado de São João Paulo II, já havia se posicionado criticamente em relação a certos aspectos e excessos associados à Teologia da Libertação.
Dessa forma, o debate em torno de Frei Gilson vai além de uma simples prática de oração. Ele revela um conflito maior de visões dentro da própria Igreja, envolvendo diferentes interpretações sobre fé, espiritualidade e o papel do cristão na sociedade.
Vídeo do Pregador Eudes Duarte
Para entender melhor, vou inserir um vídeo do pregador Eudes Duarte, membro do movimento da RCC, de quem gosto muito, especialmente por suas posições firmes ao denunciar aquilo que considera erro.
Neste vídeo, ele relata um caso verídico de um padre que afirma que quem se levanta de madrugada para rezar o rosário com Frei Gilson estaria condenado ao inferno.
Inclusive, recomendo que você assista ao vídeo para compreender melhor o contexto e tirar suas próprias conclusões.
Assista ao video abaixo
Porque até padres e Bispom criticam o Frei Gilson?
Também convido você a assistir ao vídeo do próprio Frei Gilson, no qual ele explica como começou a rezar o rosário de madrugada, inclusive, sem qualquer intenção de ganhar visibilidade ou fama com isso.
O Vídeo estará disponível no final do artigo
Antes de assistir, porém, vale a pena refletir comigo: por que alguns padres e bispos criticam tanto essa prática, sendo que a missão da Igreja sempre foi anunciar a Palavra de Deus, levando a fé e o batismo a todos?
Há algum tempo, eram comuns os grandes mutirões de evangelização, onde muitos leigos, até mesmo sem grande formação, eram enviados para anunciar o Evangelho. Agora, quando um sacerdote reúne multidões para rezar o rosário, surge uma onda de críticas. Isso, no mínimo, levanta questionamentos.
Teologia da Libertação
Uma possível explicação está nas diferentes formas de compreender a fé dentro da própria Igreja. A chamada Teologia da Libertação, por exemplo, enfatiza fortemente a dimensão social do Evangelho, destacando temas como justiça, fraternidade e atenção aos mais pobres.
Por outro lado, a tradição espiritual da Igreja também sempre destacou a dimensão transcendente da fé, como a vida eterna, a ressurreição e a salvação da alma.
Quando essas duas visões entram em tensão, surgem conflitos. De um lado, há quem valorize mais a ação social como expressão concreta do Reino de Deus. De outro, há quem enfatize práticas espirituais, como a oração, os sacramentos e a devoção, como caminhos essenciais de salvação.
Por isso, quando um padre passa a pregar de forma mais direta aquilo que muitos entendem como a tradição espiritual da Igreja, isto é, a verdade, pode acabar sendo criticado por grupos que possuem uma leitura diferente da missão cristã.
Dessa forma, o debate em torno de Frei Gilson revela algo mais profundo do que aparenta à primeira vista: trata-se de uma disputa de visões dentro da própria Igreja, entre os que querem viver o que a Igreja e Jesus ensinou e daqueles que se desviaram para a heresia.
Assista ao video em que o Proprio Frei Gilson explica como iniciou o Rosário de Madrugada
Para refletir
Em síntese, as críticas direcionadas a Frei Gilson não se limitam à simples prática de rezar o rosário de madrugada, mas refletem um cenário mais amplo de divergências dentro da própria Igreja.
Trata-se de um embate entre diferentes formas de compreender e viver a fé: de um lado, uma visão mais voltada à espiritualidade, à oração e à salvação transcendente; de outro, uma abordagem que enfatiza principalmente o aspecto social e político da religião.
Nesse contexto, o crescimento do alcance de Frei Gilson nas redes sociais acaba ampliando ainda mais essas tensões, tornando-o uma figura central nesse debate.
Ao mesmo tempo, sua iniciativa de reunir milhares de pessoas em oração evidencia que há uma forte sede espiritual por parte de muitos fiéis, que buscam sentido, direção e proximidade com Deus.
Portanto, mais do que focar apenas nas críticas, é essencial olhar para os frutos gerados: o incentivo à oração, o retorno à fé e o fortalecimento da vida espiritual.
Em um mundo marcado por distrações e superficialidade, iniciativas que conduzem as pessoas à oração merecem, no mínimo, reflexão séria e honesta.
