Reagindo a um post que critica as religiões. Video de ex-ateu que explica porque o Cristianismo e a religão verdadeira

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Não é possível comparar uma religião que possui uma história de milhares de anos, profundamente ligada à revelação de Deus na história, com outras religiões sem considerar suas origens e seus fundamentos.

A fé judaico-cristã possui uma trajetória que remonta ao Antigo Testamento, no qual encontramos acontecimentos fundamentais para a história da salvação. Nesse contexto, a história do povo de Israel é marcada por acontecimentos extraordinários, como as pragas do Egito, a libertação da escravidão, a travessia do Mar Vermelho, a constituição de uma nação e a aliança estabelecida por Deus com seu povo.

Além disso, foi a Abraão que Deus fez uma promessa grandiosa: por meio dele, todas as nações seriam abençoadas. Portanto, a história de Israel não pode ser compreendida apenas como a história de um povo, mas como parte de um plano de salvação que, segundo a fé cristã, alcança sua plenitude em Jesus Cristo.

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Vídeo 1

O Padre Paulo Ricardo dá um show de explicação neste vídeo. Vale muito a pena assistir!

Jesus Cristo já era anunciado no Antigo Testamento

Além disso, para a fé cristã, Jesus Cristo não surgiu de maneira isolada na história. Pelo contrário, sua vinda já era anunciada e profetizada nas Escrituras do Antigo Testamento.

Assim, o próprio Antigo Testamento apresenta diversas promessas e profecias que, para os cristãos, encontram sua realização em Jesus Cristo, reconhecido como o Messias prometido e o Filho de Deus. Desse modo, existe uma continuidade entre a antiga aliança estabelecida por Deus com o povo de Israel e a Nova Aliança realizada por Cristo.

Por isso, para os católicos, o cristianismo não representa simplesmente uma religião desconectada da história de Israel. Ao contrário, a fé cristã entende que Jesus veio levar à plenitude as promessas feitas por Deus e cumprir o plano de salvação anunciado ao longo da história.

Os milagres e sinais realizados por Jesus

Jesus viveu aproximadamente 33 anos e, durante sua vida pública, realizou inúmeros sinais e milagres. Por exemplo, curou enfermos, devolveu a visão aos cegos, ressuscitou mortos, multiplicou pães e realizou muitos outros sinais narrados nos Evangelhos.

Consequentemente, para os cristãos, esses acontecimentos não foram apenas demonstrações de poder. Pelo contrário, os milagres eram sinais que apontavam para a identidade e a missão de Jesus. Dessa maneira, seus ensinamentos e suas obras confirmavam, segundo a fé cristã, que Ele era verdadeiramente o Filho de Deus e o Messias prometido.

A morte e a Ressurreição de Jesus Cristo

Entretanto, o acontecimento central da fé cristã é a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Jesus foi condenado, morreu crucificado e foi sepultado. Contudo, segundo a fé cristã, ao terceiro dia Ele ressuscitou. Por essa razão, a Ressurreição ocupa o centro da mensagem cristã e representa o fundamento da fé dos seguidores de Cristo.

Além disso, para os cristãos, a Ressurreição confirma definitivamente a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Portanto, não se trata apenas de um acontecimento entre tantos outros da vida de Jesus, mas do próprio centro da fé cristã.

A fé dos primeiros cristãos diante das perseguições

A mensagem cristã foi anunciada inicialmente por homens que afirmavam ter testemunhado os acontecimentos relacionados à vida, à morte e à Ressurreição de Jesus. Dessa forma, os apóstolos e os primeiros discípulos passaram a anunciar o Evangelho mesmo diante de perseguições, prisões, torturas e, em muitos casos, da própria morte.

Nesse sentido, surge uma pergunta importante: por que tantos homens e mulheres estariam dispostos a enfrentar sofrimentos tão terríveis e até mesmo morrer por Cristo sem renegar sua fé?

Ao longo dos séculos, inúmeros cristãos foram perseguidos e martirizados por causa de sua fé. Para os católicos, os mártires não morreram simplesmente por uma ideia abstrata. Pelo contrário, eles entregaram suas vidas porque acreditavam verdadeiramente em Cristo e estavam convencidos de que aquilo que anunciavam era a verdade.

Assim, mesmo diante das perseguições, a fé cristã continuou sendo anunciada e transmitida de geração em geração. Portanto, para os católicos, essa continuidade histórica constitui um dos sinais da ação de Deus na Igreja.

A Igreja e a promessa de Cristo

O próprio Jesus declarou:

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18)

Para a fé católica, essa passagem possui um significado profundo. Afinal, Jesus não prometeu que sua Igreja jamais enfrentaria dificuldades. Pelo contrário, a história demonstra que os cristãos passaram por inúmeras perseguições, crises e desafios.

No entanto, apesar de todas essas dificuldades, a Igreja continua presente e anunciando o Evangelho. Por isso, os católicos entendem que a promessa de Cristo permanece válida e que as forças do mal não conseguirão destruir a Igreja fundada por Ele.

Deus se revela à humanidade

Eu, como católico, acredito que a fé cristã possui uma característica única. No cristianismo, Deus não é apresentado simplesmente como uma realidade distante que o ser humano tenta encontrar por meio de sua própria busca.

Pelo contrário, acreditamos que é o próprio Deus quem toma a iniciativa, entra na história e se revela à humanidade. Primeiramente, essa revelação acontece na história do povo de Israel e, posteriormente, alcança sua plenitude em Jesus Cristo.

Dessa maneira, a fé cristã entende que Deus não permaneceu distante do ser humano. Ao contrário, Ele se revelou, estabeleceu uma aliança e, em Jesus Cristo, veio ao encontro da humanidade.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida

Por isso, quando um cristão afirma que Jesus é o caminho, a verdade e a vida, não está simplesmente fazendo uma comparação entre religiões. Na realidade, está professando uma convicção de fé fundamentada em toda a história da salvação.

Essa convicção está baseada na antiga aliança, nas promessas feitas ao povo de Israel, nas profecias do Antigo Testamento, na vida de Jesus, em seus ensinamentos, em seus milagres, em sua morte e, principalmente, em sua Ressurreição.

O próprio Jesus afirmou:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.” (Jo 14,6)

Portanto, para nós, Jesus Cristo é a Verdade. Além disso, acreditamos que a Igreja fundada por Cristo continua, apesar de todas as dificuldades, perseguições e desafios enfrentados ao longo dos séculos, a anunciar essa mesma Verdade ao mundo.

Por fim, a fé católica não precisa ser defendida por meio do desprezo ou do ataque às pessoas que possuem outras crenças. É possível respeitar quem pensa de maneira diferente e, ao mesmo tempo, permanecer firme na própria fé. Afinal, para o cristão, a verdade não é apenas uma ideia ou uma filosofia: a Verdade tem um rosto e um nome. Seu nome é Jesus Cristo.

Vídeo 2

Neste vídeo trago um relato de um ex-ateu explicando por que acredita que o Cristianismo é a religião verdadeira.

Observação

No vídeo acima, não tenho certeza, mas, pelo relato apresentado, suponho que o autor seja protestante ou talvez não pertença formalmente a uma denominação cristã. Concordo com muitas das coisas que ele afirma. No entanto, discordo de sua visão sobre a graça e a salvação, especialmente em relação à doutrina da sola fide, defendida por muitas tradições protestantes.

Nós, católicos, temos uma compreensão um pouco diferente. Para nós, a fé nos faz acolher o presente de Deus, enquanto a caridade nos leva a responder a esse presente. Afinal, até mesmo aquilo que oferecemos a Deus foi, antes de tudo, recebido de suas próprias mãos.

Deus nos dá a graça; nós respondemos com fé e amor, e as boas obras são frutos dessa graça que atua em nós. Portanto, o católico não acredita que possa comprar a salvação por meio de suas obras. Acredita, sim, que a graça vem primeiro, a fé acolhe essa graça e uma fé verdadeiramente viva se manifesta na caridade e nas boas obras.

Como ensina São Paulo: “A fé que atua pelo amor” (Gl 5,6).

Por isso, fé e obras não são inimigas. A fé é a raiz; as obras são os frutos. Uma árvore viva produz frutos, assim como uma fé verdadeiramente viva produz amor e caridade.

Santa Teresinha do Menino Jesus nos ajuda a compreender isso por meio de sua “pequena via”. É como uma criança que recebe uma moeda do próprio pai e, depois, cheia de amor, devolve-a como presente. A criança não oferece ao pai algo que conquistou sozinha; ela apenas devolve aquilo que primeiro recebeu dele. Da mesma forma, tudo começa com a graça de Deus. Ele nos dá a capacidade de amar e praticar o bem, e nós respondemos livremente a esse amor.

Assim, nossas obras não são uma tentativa de comprar ou pagar pela salvação, mas uma resposta de amor à graça que Deus, por primeiro, nos concedeu.

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