Monitoramento da cigarrinha-do-milho avança no Paraná com a participação da Fatec Ivaiporã, ampliando dados e ajudando produtores no controle da praga.
A região central do Paraná ganhou um importante reforço no combate a uma das principais pragas do milho. O curso de Agronomia da Fatec Ivaiporã passou a integrar a rede estadual de monitoramento da cigarrinha-do-milho, iniciando a coleta de dados em propriedades rurais de Ivaiporã e Pitanga.
Assim, a iniciativa amplia o alcance do acompanhamento da praga e fortalece a tomada de decisão no campo.
Entretanto, a ação faz parte do projeto de Monitoramento da Cigarrinha-do-Milho e Enfezamento do Paraná, coordenado pelo IDR-Paraná de Londrina.
Além disso, o trabalho está conectado à Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada, Complexo de Enfezamento do Milho, que reúne instituições públicas e privadas com o objetivo de gerar conhecimento e orientar produtores rurais.
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Pontos de coleta na Região Central do Paraná
Segundo a coordenadora do curso de Agronomia, Silmara Pietrobelli, havia uma lacuna importante no mapa de monitoramento da praga.
Até então, municípios da região central, como Ivaiporã e Pitanga, não contavam com pontos de coleta. Diante disso, surgiu a oportunidade de contribuir com dados mais precisos e, ao mesmo tempo, envolver os alunos em atividades práticas de pesquisa.
No entanto, na prática, o trabalho envolve acadêmicos tanto no campo quanto no laboratório. Inicialmente, são instaladas armadilhas adesivas amarelas nas lavouras.
Após um período de sete dias, essas armadilhas são recolhidas para análise. Em seguida, os estudantes realizam a contagem manual das cigarrinhas, utilizando lupa, e registram as informações em um sistema que alimenta o mapa estadual de monitoramento.
Esses dados são disponibilizados na plataforma Cigarrinha Web, que reúne informações atualizadas, histórico da praga e orientações técnicas. Com isso, produtores e profissionais do setor conseguem acompanhar a distribuição e a intensidade da infestação, o que facilita o planejamento do manejo nas lavouras.
A leitura do mapa é feita de forma simples e visual, por meio de cores. Quando o número de insetos é de até 50, o ponto aparece em amarelo, indicando atenção.
Acima desse número, a cor muda para vermelho, sinalizando alerta. Já o verde indica ausência da praga, enquanto o azul mostra que ainda não houve coleta naquela semana.
Pitanga também será beneficiada
Além de Ivaiporã, o monitoramento também está sendo implantado em Pitanga. A escolha das duas localidades leva em conta as diferenças de clima e relevo, o que pode influenciar o comportamento da cigarrinha. Dessa forma, o objetivo é entender melhor como a praga se adapta em diferentes ambientes e ampliar a cobertura de áreas que antes não tinham dados disponíveis.
De acordo com a coordenação do projeto, o monitoramento é essencial para um controle mais eficiente. Antes de qualquer aplicação de defensivos, é fundamental que o produtor saiba exatamente o que está acontecendo na lavoura. Com base nessas informações, é possível decidir se há necessidade de intervenção e qual o melhor momento para agir.
Outro ponto importante é o impacto direto na formação dos estudantes. A professora de Entomologia, Mariana Sismeiro, destaca que o acompanhamento semanal da praga permite uma compreensão mais profunda da cultura do milho. Dessa forma, os acadêmicos passam a entender melhor a dinâmica do campo e a importância das decisões técnicas no dia a dia da produção agrícola.
Em Ivaiporã, as armadilhas foram instaladas em uma propriedade rural com orientação nos quatro pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste. Já nos próximos dias, o monitoramento também será iniciado em Pitanga, sob a supervisão das professoras envolvidas.
Com a inclusão da Fatec Ivaiporã na rede estadual, a expectativa é de que a região central passe a ter dados mais consistentes e atualizados, contribuindo diretamente para a redução de prejuízos e para o fortalecimento da agricultura local.









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