Vale do Ivaí registra quase 4,5 mil novas empresas em 2024 e enfrenta novos desafios para crescer

Vale do Ivaí registra quase 4,5 mil novas empresas em 2024 e enfrenta novos desafios para crescer

15 de novembro de 2025 0 Por Antônio Garcia

Vale do Ivaí vive avanço histórico no empreendedorismo, culminando  em um alto desempenho. Em 2024,  vale do Ivaí registra quase 4,5 mil novas empresas.

Entre janeiro e outubro de 2024, a região consolidou 4.498 novas empresas, resultado de quase 10 mil aberturas  frente a 5,5 mil baixas.

Além disso, o saldo positivo representa uma alta expressiva de 32,6%  em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da  Junta Comercial do Paraná (Jucepar).

Por consequência, o movimento reforça que empreender tornou-se uma alternativa cada vez mais comum e estratégica na região.

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Arapongas e Apucarana lideram o ranking regional

Logo em seguida, quando se observa o desempenho dos municípios, três cidades se destacam pela quantidade de novos negócios formalizados:

Arapongas – 1.941 novos empreendimentos

Apucarana – 1.327 formalizações

Jandaia do Sul – 206 novos negócios

Importante dizer que*todos os 28 municípios da região registraram saldo positivo, evidenciando um avanço conjunto no ambiente empresarial do Vale do Ivaí.

Perfil dos novos empreendedores

Por outro lado, os dados do Sebrae revelam quem está à frente dessa onda de formalizações.

Atualmente, a maioria dos novos MEIs tem entre  18 e 39 anos, atuando principalmente em  alimentação, beleza e estética, tecnologia e  negócios digitais.

Ainda assim, também cresce o número de empreendedores 40+ e 50+, especialmente nos setores de comércio, serviços tradicionais e pequenas indústrias.

Como resultado, o empreendedorismo tem sido não apenas uma oportunidade de crescimento, mas também uma alternativa de recolocação profissional e complemento de renda.

Os principais desafios enfrentados por quem está começando

Entretanto,mesmo com o avanço significativo, muitos empreendedores enfrentam dificuldades logo nos primeiros meses de atividade.

De acordo com o consultor do Sebrae, Tiago Cunha, os maiores obstáculos estão ligados à gestão financeira, vendas e falta de planejamento.

Gestão financeira limitada

Segundo ele, muitos novos empresários começam sem:

  • controle adequado de caixa
  • precificação correta
  • separação entre finanças pessoais e empresariais

Desse modo, esses erros comprometem rapidamente a saúde financeira do negócio.

Dificuldade para atrair e manter clientes

Além disso, a falta de presença digital e a ausência de estratégias consistentes de marketing e vendas impedem que o negócio cresça de forma sustentável.

Falta de planejamento e visão de longo prazo

Ainda segundo Cunha, grande parte dos MEIs se formaliza para atender uma demanda imediata, mas sem modelo de negócio definido, pesquisa de mercado e visão de crescimento.

Por consequência, essa falta de estrutura cria dependência de poucos clientes e torna a empresa vulnerável a oscilações.

Medo de crescer e migrar para Microempresa

Por fim, muitos empreendedores evitam expandir o negócio por receio de ultrapassar o limite do MEI.

Com isso, limitam investimentos, contratação de equipe e possibilidades de expansão.

Como o Sebrae apoia cada fase do negócio

Felizmente, o Sebrae oferece suporte completo para quem deseja empreender com segurança e estratégia.

Segundo Cunha, a instituição disponibiliza:

  1. Sala do Empreendedor
  2. Consultorias individuais
  3. Palestras e cursos
  4. Oficinas e workshops
  5. Programas voltados à inovação
  6. Apoio especializado para cada fase do negócio

Assim, quem busca crescer encontra ferramentas fundamentais para reduzir riscos e ampliar as chances de sucesso.

Crescimento expressivo, mas com desafios reais

Em resumo,o Vale do Ivaí vive um momento extremamente favorável ao empreendedorismo. Com quase 4,5 mil novas empresas em 2024, a região demonstra força, diversidade e grande potencial de expansão.

No entanto, para que esse movimento continue avançando, é essencial que os novos empreendedores busquem qualificação, organização financeira e planejamento estratégico.

Dessa forma, a região poderá transformar o atual crescimento em desenvolvimento sólido e duradouro.

Artigo inspirado nas informações da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) e em entrevista do Sebrae — consultor Tiago Cunha.