
MEC anula 3 questões do Enem e aciona a PF para investigar possível fraude: entenda o caso e o impacto para os candidatos
MEC anula 3 questões do Enem e aciona a PF para investigar possível fraude: entenda o caso e o impacto para os candidatos
Além de surpreender milhares de estudantes, o Ministério da Educação (MEC) confirmou a anulação de três questões do Enem após a divulgação de conteúdos extremamente parecidos com itens utilizados na prova deste ano.
MEC anula 3 questões do Enem e aciona a PF para investigar possível fraude: entenda o caso e o impacto para os candidatos
Entretanto, a decisão levou o órgão a acionar a Polícia Federal (PF) para investigar suspeita de quebra de sigilo e possível fraude envolvendo a divulgação prévia de perguntas semelhantes.
Entenda o caso
Antes de tudo, a polêmica começou quando um universitário divulgou nas redes sociais questões muito semelhantes às que apareceram no segundo dia do Enem.
Além do mais, ele também oferecia cursos e consultorias pagas. As coincidências levantaram suspeitas entre candidatos e rapidamente viralizaram.
Além disso, o estudante afirmava ter elaborado as questões com base em padrões do exame, negando qualquer tipo de vazamento.
Segundo ele, os itens foram inspirados em exercícios vistos durante pré-testes do Inep, dos quais universitários costumam participar.
O que chamou atenção
Notavelmente, uma das questões divulgadas tratava da fotossíntese oxigênica, trazendo exatamente a mesma estrutura da pergunta aplicada no Enem: “Na fotossíntese oxigênica, qual composto desempenha função análoga ao H₂S?”.
Outro ponto que gerou estranhamento foi a repetição de números idênticos em uma questão de matemática sobre parcelamento, reforçando a suspeita de coincidências improváveis.
Como o Inep reagiu
Imediatamente, o Inep iniciou uma análise interna e concluiu que três itens deveriam ser anulados por apresentarem similaridade com conteúdos que circularam nas redes sociais antes da prova.
Além disso, o órgão explicou que o Enem utiliza um sistema de pré-testes, nos quais estudantes têm contato com itens que podem, futuramente, compor a prova oficial. Dessa forma, é possível que universitários reconheçam padrões ou lembrem questões, o que torna a investigação ainda mais complexa.
Por que a Polícia Federal foi acionada
Acima de tudo, o Inep afirmou que a PF foi acionada para averiguar se houve:
- quebra de confidencialidade;
- divulgação indevida de itens sigilosos;
- participação de agentes internos;
- má-fé na exploração comercial das questões.
Dessa forma, a investigação deve identificar se as coincidências se limitaram a uma reprodução baseada em padrões de estudo ou se houve efetivamente acesso irregular ao banco de itens do Enem.
Como isso afeta o candidato
Por outro lado, os estudantes não serão prejudicados diretamente na nota. Isso porque a Teoria da Resposta ao Item (TRI) consegue recalcular o desempenho mesmo quando questões são anuladas.
Entretanto, muitos candidatos relatam que a situação pode ter gerado confusão e perda de tempo durante a prova, especialmente se algum dos itens anulados exigia raciocínio extenso.
O que esperar daqui para frente
Finalmente, espera-se que o caso leve à revisão de protocolos de segurança da elaboração da prova, do processo de pré-testes e da relação entre universitários e o banco de questões.
Além disso, dependendo da conclusão da PF, novas diretrizes podem ser adotadas para evitar que conteúdos similares circulem antes da aplicação oficial do exame.
Fontes consultadas
Relatos oficiais do Inep sobre a anulação de questões.
Declarações públicas do MEC sobre acionamento da Polícia Federal.
Reportagens do g1 sobre o caso e sobre o estudante envolvido.
Matérias de veículos jornalísticos nacionais sobre repercussão e análise técnica.
Explicações do Inep sobre o funcionamento da TRI e dos pré-testes.



