
Ex-chefe do INSS preso pela PF coordenou transição da Presidência para Lula: entenda o caso
Ex-chefe do INSS preso pela PF coordenou transição da Presidência para Lula. Mesmo sobe suspeita, Alessandro ocupou cargos estratégicos no governo petista.
Recentemente, a prisão de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, desencadeou uma série de questionamentos sobre a gestão da Previdência Social e sobre sua participação na transição entre governos.
A detenção ocorreu durante uma fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo a Revista Oeste, Stefanutto, mesmo sendo investigado por corrupção, ganhou espaço no governo do PT depois da eleição de 2022.
Além do mais, ele coordenou um dos 33 grupos de transição e atuou ao lado de entidades que estão na mira da PF e da CPI do INSS.
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Entenda o caso
No entanto, para começar, é importante destacar que a investigação apura fraudes que podem ultrapassar R$ 6 bilhões, envolvendo descontos aplicados sem autorização em benefícios previdenciários.
Ainda, esses valores teriam sido descontados em nome de associações e entidades que, segundo a PF, muitas vezes utilizavam assinaturas falsificadas para validar cobranças.
Além disso, a operação levou ao cumprimento de diversos mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes estados, aprofundando ainda mais a crise dentro da autarquia federal.
A participação de Stefanutto na transição para o governo Lula

Contudo, o elemento que mais chamou atenção foi a revelação de que Alessandro Stefanutto atuou como coordenador técnico da transição da Previdência Social entre o governo Bolsonaro e o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Ou seja, antes de ser nomeado presidente do INSS, ele já exercia um papel relevante na construção das diretrizes e no diagnóstico das políticas previdenciárias que seriam adotadas pela nova gestão.
Posteriormente, Stefanutto assumiu oficialmente a presidência do INSS, cargo que ocupou de julho de 2023 até abril de 2025, quando acabou exonerado em meio às investigações que já indicavam inconsistências graves.
Envolvimento político e responsabilidades diretas
Além disso, o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi o responsável pela indicação de Stefanutto ao comando do INSS.
Entretanto, com o avanço das denúncias, Lupi assumiu publicamente a responsabilidade pela escolha e, pressionado pela repercussão negativa, acabou pedindo demissão em maio de 2025.
Esse episódio gerou desgaste político significativo dentro do governo, especialmente porque o INSS é uma das instituições mais sensíveis para milhões de brasileiros que dependem mensalmente de benefícios previdenciários.
Consequências dentro do governo Lula
Ademais, a crise levou o Palácio do Planalto a centralizar decisões administrativas e estratégicas relacionadas ao INSS e à Previdência.
Ministros mais próximos ao presidente Lula passaram a acompanhar de perto a gestão da autarquia para tentar estancar danos políticos e recuperar a credibilidade do órgão.
O novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, assumiu sob forte vigilância, com a missão de reorganizar processos internos e reforçar mecanismos de combate a fraudes.
Impacto para os aposentados e para a confiança no sistema
De maneira geral, o caso produz efeitos diretos sobre milhões de aposentados e pensionistas que podem ter sido prejudicados pelos descontos indevidos.
O escândalo também abala a confiança dos cidadãos na Previdência Social, exigindo respostas rápidas, investigações transparentes e ações firmes de reparação.
Assim, a prisão de Stefanutto não representa apenas um episódio policial, mas também um marco na discussão sobre como a gestão previdenciária no Brasil precisa avançar em controle, fiscalização e modernização.
Em resumo, o escândalo envolvendo o ex-chefe do INSS evidencia falhas graves na administração e abre um debate necessário sobre a governança da Previdência Social.
A participação de Stefanutto na transição para o governo Lula torna o episódio ainda mais sensível politicamente, levantando questionamentos sobre critérios de nomeação e controle interno.
Portanto, os próximos passos das investigações e as medidas adotadas pelo governo serão determinantes para restaurar a confiança pública no sistema previdenciário.
Fontes:
Revista Oeste – “Ex-chefe do INSS coordenou transição da Previdência para Lula”
Poder360 – “PF prende Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS”
UOL Notícias – Reportagens sobre a demissão de Carlos Lupi e sobre fraudes no INSS
O Globo – Reportagens sobre a crise política envolvendo a Previdência e o INSS



