Dia de Finados: As lições das almas do purgatório reveladas a Maria Simma

Dia de Finados: As lições das almas do purgatório reveladas a Maria Simma

28 de outubro de 2025 0 Por Antônio Garcia

Todo dia 2 de novembro, o mundo se veste de silêncio. É o Dia de Finados, momento em que lembramos com saudade aqueles que já partiram. Entre flores, velas e orações, somos convidados a refletir sobre a vida, a morte e o que existe além dela.

O silêncio do cemitério e o eco da eternidade

No entanto, há histórias que nos fazem ir além da simples lembrança — histórias que tocam o mistério do purgatório e nos fazem pensar: estamos realmente preparados para a eternidade?

Uma dessas histórias é a da mística austríaca  Maria Simma, uma mulher simples que dizia receber visitas das almas do purgatório pedindo ajuda. Suas experiências, cheias de humanidade e fé, nos levam a compreender o valor do sofrimento, da oração e da caridade pelas almas esquecidas.

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Quem foi Maria Simma — a mensageira das almas sofredoras

Antes de tudo, é importante conhecer quem foi essa mulher extraordinária. Maria Simma nasceu em 1915, em Sonntag, uma pequena vila nos Alpes da Áustria.

Desde jovem, levava uma vida de oração, simplicidade e amor à Eucaristia. Mas foi aos 25 anos que algo mudou para sempre.

Certa noite, segundo seus relatos, uma alma apareceu-lhe pedindo orações. Assustada, Maria perguntou a seu confessor o que deveria fazer, e recebeu a orientação de rezar e oferecer sacrifícios.

A partir desse momento, as visitas se tornaram frequentes. As almas vinham até ela não para assustar, mas para pedir missas, penitências e atos de reparação — tudo em busca da libertação do purgatório.

Com o passar dos anos, Maria Simma começou a entender que sua missão era servir de ponte entre o Céu e as almas que ainda esperavam a purificação.

Histórias que tocam o coração: o sofrimento, a compaixão e o amor

Em um de seus testemunhos mais conhecidos, Maria contou que uma alma lhe apareceu com o rosto coberto de dor. Era um homem que havia sido muito respeitado em vida, mas que carregava o peso da soberba e do orgulho.

Ele lhe pediu que oferecesse três missas por sua alma e que rezasse o Rosário durante uma semana.

Depois das orações, ele retornou — desta vez sereno, agradecendo e dizendo que havia alcançado o descanso eterno.

Esses relatos, longe de serem apenas curiosidades religiosas, nos lembram que o amor e a oração têm um poder que atravessa o tempo e o espaço.

Cada pequena ação de fé pode aliviar o sofrimento de uma alma e, ao mesmo tempo, purificar a nossa própria vida.

Reflexão: o que o Dia de Finados e Maria Simma nos ensinam

Portanto, ao lembrarmos nossos entes queridos neste **Dia de Finados**, é preciso ir além das flores e das lágrimas. A morte não é o fim, mas uma passagem para a eternidade.

E, como ensinava Maria Simma, as almas do purgatório nos pedem algo muito claro: oração, amor e conversão.

Além disso, suas experiências revelam um profundo apelo à preparação espiritual. Hoje vivemos em um mundo que teme a morte, mas esquece de preparar-se para ela.

 No entanto, segundo Maria, “quem vive em estado de graça não precisa temer o que virá”.

Assim, este tempo de Finados é uma oportunidade para olhar para dentro, reconciliar-se com Deus e renovar nossa fé na vida eterna.

O poder da oração pelas almas

Além disso, a Igreja sempre nos ensinou que rezar pelos mortos é um ato de caridade espiritual. A oração é como uma ponte que liga o visível ao invisível.

Quando rezamos pelas almas do purgatório, oferecemos luz onde ainda há sombras, e recebemos também bênçãos em nossa própria vida.

Maria Simma dizia que, muitas vezes, as almas libertadas intercedem por nós, ajudando-nos em dificuldades e provações.

Essa comunhão dos santos é uma das mais belas verdades da fé cristã: ninguém caminha sozinho, nem na vida e nem depois dela.

A morte não é o fim, é o começo de tudo

Em resumo, o testemunho de Maria Simma é um convite para enxergar a morte não com medo, mas com esperança.

 Afinal, a eternidade é o destino de todos nós. E o Dia de Finados, mais do que um momento de luto, é um chamado à conversão, ao amor e à oração pelos que já partiram.

Enquanto acendemos uma vela no túmulo de alguém querido, que ela também ilumine nosso próprio coração, lembrando-nos de viver de tal modo que, quando chegar nossa hora, possamos ser recebidos não com dor, mas com alegria.

 “Reze pelas almas. Elas não podem mais se ajudar, mas podem fazer muito por você.”— Maria Simma.

Convite final ao leitor

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E você? Já viveu alguma experiência espiritual neste Dia de Finados?

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Vamos juntos formar uma corrente de fé e amor pelas almas que ainda aguardam a plena luz de Deus.