
Crise no Brasil em 2027: endividamento, riscos fiscais e os alertas para a economia
Crise no Brasil em 2027: entenda os riscos do superendividamento, o impacto fiscal e os alertas feitos na Comissão de Economia sobre o futuro do país, pelo Professor Cláudio Branquele.
Inicialmente, a entrevista com o professor Cláudio Branquele, realizada em 08 de outubro de 2025 na Comissão de Economia, Trabalho, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, trouxe alertas contundentes sobre o rumo da economia brasileira e, em especial, sobre os impactos do endividamento crescente no país.
Segundo o professor, o Brasil caminha para uma crise previsível, semelhante a outras já vividas, porém com proporções ainda mais graves.
Não deixe de assistir a entrevista completa no vídeo que estará disponível no final do artigo!
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As crises econômicas não surgem do nada
Antes de tudo, Branquele relembrou que grandes crises econômicas não surgem do nada. A crise imobiliária de 2008 e a crise fiscal durante o governo Dilma, por exemplo, já eram amplamente anunciadas antes de se concretizarem.
Da mesma forma, ele aponta que a próxima grande crise, projetada para 2027, será consequência direta do superendividamento simultâneo do setor público, das famílias e das empresas.
Em seguida, o professor criticou duramente a política de estímulo ao crédito adotada pelo governo federal.
O caso do crédito consignado privado foi citado como exemplo claro de promessa não cumprida.
A proposta inicial era reduzir juros e aliviar dívidas, porém, na prática, a taxa média anual saltou de cerca de 37% para aproximadamente 59%. Assim, segundo Branquele, o trabalhador passou a se endividar mais, pagando juros mais altos e por mais tempo.
Impacto fiscal das novas propostas do governo

Além disso, o professor alertou para o impacto fiscal das novas propostas do governo, como a ampliação de benefícios sociais e projetos como o chamado “passe livre”, cujo custo ainda é incerto, mas que pode chegar a bilhões de reais.
Na avaliação dele, trata-se de um modelo de curto prazo, focado em ganhos eleitorais, sem um plano estruturado de desenvolvimento econômico sustentável.
Do mesmo modo, a entrevista destacou que esse modelo transfere a conta para empresários, empreendedores e para a classe média, por meio do aumento da carga tributária e da taxação de investimentos.
Branquele foi enfático ao afirmar que o governo incentiva o consumo financiado, e não a formação de patrimônio ou a geração de riqueza.
Para ele, pessoas prósperas poupam e investem, enquanto pessoas empobrecidas recorrem ao crédito para consumir bens que perdem valor com o tempo.
Recorde de inadimplência de empresas e famílias
Consequentemente, o resultado desse cenário já começa a aparecer nos indicadores econômicos.
O professor citou recordes consecutivos de inadimplência entre empresas e famílias, além do agravamento da situação fiscal do próprio governo.
Segundo ele, quando o ajuste econômico se tornar inevitável, o país poderá mergulhar em uma recessão profunda, com efeitos ainda mais severos a partir de 2027.
No mesmo contexto, o debate na comissão também abordou a realidade do Rio Grande do Sul. O estado, já afetado por eventos climáticos extremos e dificuldades fiscais, enfrenta escassez de mão de obra em setores como agropecuária, indústria, comércio e serviços. Parlamentares alertaram que a criação de novos benefícios financeiros, sem políticas efetivas de inserção no mercado de trabalho, pode agravar ainda mais esse problema.
Por fim, a entrevista reforça a necessidade de um debate maduro sobre desenvolvimento econômico, responsabilidade fiscal e estímulo ao trabalho.
A análise do professor Cláudio Branquele aponta que, sem mudanças estruturais, o Brasil e o Rio Grande do Sul enfrentarão um cenário econômico desafiador nos próximos anos.
Assista ao vídeo completo da entrevista com o professor Cláudio Branquele e entenda em detalhes os alertas sobre endividamento, crise econômica e os riscos para o futuro do Brasil.





